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Possível retração do mercado chinês apavora o setor automotivo

O marcado europeu está estagnado? A solução é a China. As montadoras norte-americanas precisam explorar novos mercados? A solução é construir fábricas na China. Por quase duas décadas, o emergente mercado chinês foi a válvula de escape para montadoras ocidentais, durante momentos de crise ou estagnação em seus quintais. Mas a fonte parece estar secando, e a guerra comercial travada entre EUA e China só torna o cenário mais assustador para o setor automotivo. O que não deixa de ser uma janela de oportunidade para outros mercados emergentes, como a Índia, o leste europeu e até o Brasil, caso supere a atual crise.

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Para algumas marcas ocidentais, as compras de veículos de passageiros pelas concessionárias despencaram pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com a agência Bloomberg. Com os laços comerciais com os EUA piorando a cada dia, a indústria agora enfrenta a perspectiva de sua primeira retração desde a década de 1990.

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Uma desaceleração na China – onde as montadoras investiram bilhões de dólares nos últimos 20 anos  – deixa a indústria lutando para encontrar crescimento em qualquer lugar do planeta. De acordo com a Bloomberg, a guerra comercial com os EUA já levou marcas premium como BMW e Mercedes-Benz a alertar sobre lucros menores, enquanto a Jaguar Land Rover precisou fechar uma fábrica temporariamente. A GM informou queda de 15% nas vendas chinesas no último trimestre. A Volkswagen e a Honda também reportaram quedas semelhantes. 

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O impasse econômico entre EUA e China aumentou no mês passado, quando o presidente Donald Trump impôs uma taxa de 10% sobre as importações chinesas. A China disse que retaliaria com impostos de US$ 60 bilhões de mercadorias dos EUA. Aumentos de preço e o temor dos consumidores chineses já começam a afetar os resultados no outrora mercado mais promissor do planeta.

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As vendas de carros no atacado caíram 12% em setembro. No acumulado do ano, ainda há alta de 0,6% em relação a 2017, mais o viés é de baixa. A queda pode ser a maior que a indústria automobilística já experimentou na China, maior mercado automotivo do mundo, de acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg. Marcas mais fracas podem ser atingidas de forma desproporcional, e essas empresas precisarão cortar os preços para aumentar as vendas. Algumas montadoras também poderão ser obrigadas a fechar fábricas para reduzir estoques e reduzir custos.

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