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Caoa-Chery projeta ser a 11ª maior vendedora de carros já em 2019

Por GLAUCO LUCENA

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A cada mês que passa, uma certa marca chinesa galga novas posições no ranking de vendas. Poucos davam atenção para a Chery até que sua operação brasileira fosse comprada há exatamente um ano pelo Grupo Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade. De lá para cá ela foi atropelando em vendas tradicionais marcas como BMW, Volvo, Land Rover e Kia. Com uma série de lançamentos no Salão do Automóvel, ela projeta ser a 11ª marca no Ranking de vendas já em 2019. “Teremos capacidade para produzir e vender 40 mil unidades no Brasil no ano que vem”, afirmou a AutoBuzz o CEO da Caoa-Chery, Márcio Alfonso.

A Chery já tinha uma fábrica em Jacareí, no interior de São Paulo. Com a aquisição pela Caoa, passou a ter uma segunda unidade fabril, em Goiás. A de São Paulo produzia o pequenino QQ e o Tiggo 2,  e agora está montando também o sedã compacto Arrizo 5, com preços a partir de R$ 66 mil.  Já a planta goiana começou a produzir na quarta-feira o SUV Tiggo 5X. Ele chega no começo do ano para brigar no segmento de Honda HR-V e cia, com motor 1.5 flex turbo de 150 cv.

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Outra grande aposta da montadora é o Tiggo 7, também revelado no Salão, que será produzido em Goiás a partir de fevereiro. Seu porte é semelhante Ao do Jeep Compass, SUV mais vendido do país. A gama será complementada no fim de 2019 com o Tiggo 8, um SUV de grande porte e espaço para sete pessoas.

Além da evolução do custo-benefício dos produtos chineses, a Caoa-Chery tem como maior trunfo a força de vendas do Grupo Caoa. “Temos hoje 65 pontos de venda, sendo 40 próprios. Queremos chegar a 100 ou 110 até o fim do ano que vem”, afIrmou Alfonso. Enquanto marcas tradicionais penam para manter uma boa rede, e novos entrantes como a coreana SsangYong sofrem para conseguir bons parceiros, a Chery se beneficia de uma das mais experientes e aguerridas redes de revenda do país.

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O Grupo Caoa fez sua fama como maior grupo de concessionárias Ford nos anos 80. Com a abertura das importações, tornou-se representante no país da Renault, nos anos 90. Recebeu uma grande indenização dos franceses quando estes quiseram assumir a operação no Brasil, e usou o dinheiro para obter a representação da coreana Hyundai, da japonesa Subaru, e ainda erguer a fábrica de utilitários em Goiás.

Graças à força do Grupo Caoa, a Hyundai cresceu absurdamente no país. Hoje os coreanos querem assumir sozinhos a operação, o que está em litígio judicial. Se receber mais uma gorda indenização, o grupo brasileiro poderá investir ainda mais na operação Chery, inclusive na eletrificação da frota, grande especialidade da marca chinesa.

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O fato é que, chegando a 40 mil emplacamentos em 2019, a Caoa-Chery saltará à frente de marcas tradicionais no país, como Peugeot, Citroën, Mitsubishi e Mercedes-Benz. Para chegar ao Top 10, precisará dobrar sua produção, ameaçando Jeep e Nissan. Essa é a meta do grupo para antes da metade da próxima década. Alguém duvida que ela chegará lá?

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