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Financiamento de veículos cresceu 24% em 2018, com viés de alta para 2019

O total de recursos liberados para o financiamento de veículos registrou alta pelo segundo ano consecutivo no balanço de 2018. Desta vez, houve um crescimento de 24,1% em relação a 2017, somando um total de R$ 125,4 bilhões, de acordo com a Anef (associação de financeiras ligadas a montadoras). Desde 2016, os recursos liberados têm apresentado um crescimento contínuo, demonstrando recuperação do setor automotivo e da economia como um todo. Em 2017, os valores também ultrapassaram a casa dos R$ 100 bilhões, valor que não era alcançado desde 2014.

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As projeções para este ano são bem otimistas. “Nossa estimativa é que os recursos liberados tenham um aumento de 12,8% em comparação com o fechamento que alcançamos no ano passado, que foi de R$ 125,4 bilhões, e agora estimamos R$ 141,5 bilhões. No caso do saldo de financiamento, projetamos um crescimento de 11,8%, passando de R$ 201,6 bilhões para R$ 225,3 bilhões”, afirma o presidente da Anef, Luiz Montenegro. “Com a queda da taxa básica de juros, que fechou 2018 em 6,5%, e outros fatores econômicos favoráveis, conseguimos garantir uma previsibilidade que gera mais confiança ao consumidor”.

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O crescimento contínuo da procura de crédito refletiu no aumento do saldo das carteiras em 2018. O total foi de R$ 201,6 bilhões, alta de 18,1% comparando com 2017. As operações de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) representaram R$ 198,2 bilhões (aumento de 18,7%), enquanto as operações de leasing, cada vez mais fora do radar das empresas e clientes, registraram queda de 8,1%, fechando o ano de 2018 em R$ 3,4 bilhões.

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De acordo com a Anef, em 2018 o CDC respondeu por 52% das compras finalizadas. Logo em seguida vem o pagamento à vista, com 43%, seguido pelo consórcio (4%) e pelo leasing (1%). Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea (associação das montadoras), a volta do crédito é fundamental para que o mercado interno recupere os volumes pré-crise antes da metade da próxima década. “As taxas foram reduzidas, os prazos alongados e a inadimplência está baixíssima, o que tem ajudado na retomada das vendas”.

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