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Coronavírus desacelera tendências como automação e compartilhamento

Mercedes-Benz und Bosch starten mit San José Pilotprojekt für automatisierten MitfahrserviceMercedes-Benz and Bosch start San José pilot project for automated ride-hailing service
Protótipo autônomo desenvolvido por empresas como Mercedes-Benz e Bosch: investimento elevado

Nos últimos anos, a indústria automotiva vem lidando com as megatendências estabelecidas para transformar a mobilidade urbana de longo prazo e a indústria, mas a atual crise do coronavírus está agora redefinindo prioridades, de acordo com um estudo da GlobalData, empresa britânica líder em análise e dados. Por um lado, faltam recursos para os altos investimentos necessários em automação e compartilhamento de veículos. Por outro, falta confiança para seus usuários em termos de segurança e higiene dos carros.
Segundo Calum MacRae, analista automotivo da GlobalData, estratégias conectadas, autônomas, compartilhadas e elétricas foram vistas pelas empresas automobilísticas como uma possibilidade de elevar seu patamar de negócio até os níveis usufruídos pelas empresas de tecnologia do Vale do Silício. Por isso, níveis muito altos de investimento foram direcionados a tecnologias avançadas em áreas como o desenvolvimento de protótipos de veículos 100% autônomos, bem como em veículos com recursos sofisticados de assistência ao motorista.

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Compartilhamento de carros, autônomos ou não, está em cheque por razões sanitárias

Ao mesmo tempo, a GlobalData viu a ascensão da economia de compartilhamento empresas de compartilhamento como Uber e Lyft ameaçando o modelo de negócios de longa data da indústria automobilística. MacRae continua: “O compartilhamento fornece o melhor caso de uso para veículos totalmente autônomos. Ao eliminar o custo fixo do motorista, veículos totalmente autônomos mantêm a esperança de um custo muito reduzido por passageiro-quilômetro percorrido. No entanto, o autônomo completo é diabolicamente difícil e não parece que os veículos de nível quatro e cinco terão uma solução comercial nos próximos anos.”
A pandemia da Covid-19 é uma ameaça existencial à noção de mobilidade compartilhada. Agora, os consumidores podem pensar duas vezes sobre a higienização de veículos de mobilidade compartilhada, mesmo após o arrefecimento da pandemia. MacRae acrescenta: “Ainda mais seriamente, nestes tempos difíceis, a conservação de dinheiro é fundamental para as empresas automotivas. Elas estão refreando futuras iniciativas de mobilidade e retornando aos conceitos básicos e produtos que trarão retornos imediatamente realizáveis”.

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